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GP do Bahrein: Leclerc vence em dobradinha da Ferrari; Hamilton é 3° e Verstappen abandona



















Pilotos e mecânicos da Ferrari celebram melhor resultado no Bahrein — Foto: Reprodução / Twitter / Scuderia Ferrari

Por Saulo Bastos e Valentin Furlan – 20 de março

Charles Leclerc e Carlos Sainz devolveram a Ferrari ao topo. Neste domingo (20), os pilotos conquistaram a dobradinha no Grande Prêmio do Bahrein, liderados pelo monegasco, que conquistou sua terceira vitória na categoria. Lewis Hamilton, após largar apenas na quinta colocação, completou o pódio.

O destaque negativo ficou para a Red Bull, que teve seus dois carros indo do pódio para o final da tabela de posições. A duas voltas do fim, Max Verstappen, que vinha em segundo, teve que abandonar a prova por problemas de potência. Pouco depois, foi a vez de Sergio Pérez tomar uma ducha de água fria, após rodar na curva 1 e cair ao fundo do pelotão, dando a terceira posição a Hamilton.

Resultados

Acompanhe os resultados do GP do Bahrein — Foto: F1


A largada

Leclerc teve ótimo início e manteve a primeira posição. Verstappen tentou alcançá-lo, mas teve que se contentar com o segundo lugar. Enquanto isso, Sainz manteve a terceira colocação. Quem fez uma má largada foi Pérez, que acabou superado por Hamilton e Kevin Magnussen. Por outro lado, George Russell ganhava duas posições e fechava a primeira volta no sétimo posto após largar em nono.

Valtteri Bottas e sua Alfa Romeo foram os piores. O finlandês caiu da sexta para a 14ª posição. A dupla da Alpine, Fernando Alonso e Esteban Ocon, figurava nas nona e 10ª posições. Yuki Tsunoda era o 11º, Alexander Albon vinha em 12º e Mick Shumacher assinalava uma empolgante 13ª colocação. Outro destaque negativo, a dupla da McLaren vinha em apuros. Lando Norris figurava em 18º e Daniel Ricciardo vinha em uma inesperada lanterna.

"Box, box!"

A vida de Lewis Hamilton com a problemática Mercedes não estava fácil, pois Pérez, se valendo de uma Red Bull mais equilibrada, conseguiu superar o inglês para assumir a quarta posição. Com isso, a dupla da Mercedes passou a ocupar os postos 5 e 6.

E com 13 ciclos completos, Lewis Hamilton foi o primeiro piloto a fazer sua parada nos boxes. A equipe optou os pneus duros em uma parada mais lenta que o usual, de quase três segundos e meio. Destaca-se que este ano os pneus estão maiores, com a adoção dos aros de 18 polegadas em substituição aos antigos, de 13. Assim, existe a expectativa de que os pit stops fiquem um pouco mais lentos do que estamos acostumados. Além disso, os pneus devem sair mais frios nas trocas, uma vez que o novo regulamento técnico limita a temperatura as quais os compostos devem ser submetidos nos boxes.

Após as paradas nos boxes de Leclerc e Verstappen, aconteceu um dos melhores momentos na prova: os dois pilotos se alternaram em ultrapassagens entre a reta principal e a reta oposta, que só terminou após três voltas de disputa intensa. Leclerc, contudo, mostrou uma melhor performance e conseguiu manter a primeira posição.

Chamou muita atenção a quantidade de pit stops que as equipes fizeram durante o GP, mudança provocada possivelmente pela introdução dos novos pneus. Algumas equipes chegaram a fazer quatro paradas, como McLaren e Aston Martin.

Briga intensa no meio-campo

Até a 39ª volta, as principais disputas da prova concentravam-se no pelotão intermediário e final, com disputas muito intensas entre os pilotos das equipes médias. E quem parecia se divertir bastante era o chinês estreante Guanyu Zhou, que realizava boas ultrapassagens, escalando o pelotão. Bottas e Tsunoda também buscavam chegar na zona de pontuação, enquanto Schumacher travava batalhas intensas na busca de também subir no grid.

A prova seguia para a parte final quando, na 46ª volta, a AlphaTauri de Pierre Gasly parou com um princípio de incêndio, provocando a entrada do Safety Car. Por muito pouco, Verstappen não foi beneficiado por esse fato, uma vez que o piloto holandês havia feito uma terceira parada de boxes e tinha pneus mais novos que Leclerc. Mas a emoção não estava reservada para esse momento, uma vez que o monegasco teve tempo de sobra para também trocar seus compostos. O ápice do GP viria algumas voltas depois.

RBR vai do céu ao inferno

A seis voltas para o final da prova, o Safety Car foi para os boxes e a relargada em movimento aconteceu. Leclerc foi mais eficiente e astuto na manobra e manteve a primeira posição. Enquanto isso, Verstappen recebeu o forte ataque de Sainz, mas também conseguiu manter seu posto. Entretanto, na volta seguinte, o carro do holandês apresentou problemas hidráulicos. Era final de prova para o atual campeão mundial, que, lentamente, se dirigiu aos boxes enquanto lamentava no rádio.

A Ferrari, portanto, que vinha fazendo um final de semana bastante feliz, teria seu trabalho premiado, pois caminhava a passos largos para uma dobradinha, algo que não acontecia desde a 15ª prova de 2019, em Singapura, com Sebastian Vettel e o mesmo Leclerc, também a última vitória da equipe de Maranello até então. Ao mesmo tempo, Pérez seguia mantendo uma distância segura para Lewis Hamilton, que ia para o tudo ou nada em busca da terceira colocação. Dava a impressão que o mexicano conquistaria o último lugar disponível no pódio, mas outro problema relacionado à performance do carro foi notado pelo piloto.

Porém, não foi por esse motivo que Pérez também deixou o Bahrein sem pontuar. Quando a última volta foi aberta, Hamilton estava muito próximo do número 11, que acabou rodando sozinho na entrada da curva 1, sem conseguir voltar à prova, uma vez que o motor do seu RB18 apagou. Melhor para o inglês e para a Mercedes que, além de garantir um lugar no pódio, também assegurou o quarto lugar, com George Russell.

De volta ao topo

Assim, após 57 voltas, o monegasco Charles Leclerc cruzou a linha de chegada em primeiro lugar, assegurando a vitória na prova de abertura da temporada 2022 do mundial de Fórmula 1, e assinalando não apenas os 25 pontos do primeiro lugar, mas também marcando o ponto extra pela melhor volta. Carlos Sainz foi o segundo colocado e Hamilton, o terceiro.