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Após briga acirrada, Hamilton vence o GP de Portugal; veja a história completa da corrida


Hamilton venceu o GP de Portugal, no circuito de Portimão — Foto: Mercedes AMG

Por Saulo Bastos, redator

Portimão, Portugal

 

O sol marcou presença sob a região do Algrave, em Portugal, onde foi realizado o GP de Portimão, 3ª etapa do Mundial de Fórmula 1 2021. Este é considerado um dos circuitos mais modernos e versáteis de toda a Europa, construído apenas há 12 anos, com o traçado para Fórmula 1 contendo 4.692 km, custando um total de 195 milhões de euros (aproximadamente R$ 1,3 bilhão).

E Hamilton foi o grande campeão do GP. O inglês bateu o companheiro de equipe e toda a pressão imposta pela RBR, conseguindo se distanciar ainda mais de Verstappen no campeonato de pilotos. Bottas ficou com o ponto extra de volta mais rápida. Assim, a diferença na tabela entre os dois primeiros colocados passa a ser de 8 pontos em favor do heptacampeão.

O grid de largada foi definido ontem e o piloto que melhor aproveitou as condições da pista foi Valtteri Bottas, cravando o melhor tempo em 1m18s438 e adiando temporariamente a 100ª pole de Lewis Hamilton, que ficou apenas a 7 milésimos do tempo do finlandês. A segunda fila trouxe a dupla da Red Bull, com Max Verstappen em 3º e Sergio Pérez, em 4º. A promessa era de que, desde a largada, o GP seria de muita disputa e emoção.

Após a volta de apresentação, os pilotos alinharam no grid e, tão logo as luzes vermelhas foram apagadas, as Mercedes mantiveram suas posições de largada. Verstappen também manteve o 3º lugar. Seu companheiro de equipe Pérez foi superado pela Ferrari de Carlos Sainz, que assumiu a 4ª posição. Lando Norris, Ocon, Leclerc, Gasly e Vettel completavam os 10 primeiros.

Ainda no início, um leve toque ocorreu entre as Alfa Romeos de Raikkonen e Giovinazzi. E o veterano levou a pior. Kimi foi obrigado a abandonar prematuramente o GP e ainda causou a entrada do Safety Car.

A relargada aconteceu com muita ação por parte de Verstappen, que superou Hamilton e assumiu a vice-liderança. Lando Norris também foi muito bem e ultrapassou Sainz e Pérez, para assumir a 4ª posição. Daniel Ricciardo, que fazia uma corrida de recuperação, após largar em 16º, já aparecia no 11º lugar, mas ainda um pouco distante de Vettel, à sua frente.

Com os pneus melhores aquecidos, Lewis Hamilton partiu para cima de Verstappen e, fazendo o uso da asa móvel, conseguiu recuperar a 2ª posição. Momento excelente do inglês, que passou a fazer voltas mais rápidas em sequência, mas, mesmo assim, não conseguia superar Valtteri e tinha que se preocupar com o contragolpe de Max.

Contudo, o jogo virou. Durante quatro voltas, o heptacampeão conseguiu se aproximar muito de Bottas, mas foi somente quando pôde se emparelhar com o companheiro de equipe que, em uma bela manobra por fora, no final da reta principal, Lewis assumiu a 1ª posição da prova. Agora, Bottas teria que se preocupar com o ímpeto agressivo de Verstappen, que seguia muito próximo às Mercedes.

Assim, com 27 voltas completadas, várias equipes iniciaram suas paradas nos boxes para trocarem de pneus. Ricciardo, Alonso e Stroll foram os únicos que não fizeram as trocas, adotando estratégias ousadas. Eles ocupavam, respectivamente o 5º, 6º e 7º lugares.

Lewis Hamilton, seguido de Valtteri Bottas e Max Verstappen, durante o Grande Prêmio de Portugal — Foto: Mercedes AMG

Na 36ª volta, quando claramente pareceu que os pneus de Max estavam perto do fim de suas vidas úteis, a Red Bull chamou o piloto para os boxes. Bottas parou na volta seguinte e voltou à frente do holandês. Contudo, com os pneus mais aquecidos, Max finalmente conseguiu superar Valtteri, na curva 5.

Na sequência, Hamilton também realiza sua parada e, assim como Bottas e Max, retornou à pista com os compostos duros, mas, agora, na 2ª posição, uma vez que Sergio Pérez ainda não havia realizado a sua parada. Naquele momento, a classificação dos 10 melhores colocados era: Pérez, Hamilton, Verstappen, Bottas, Norris, Leclerc, Sainz, Ocon, Gasly e Ricciardo.

Com 52 voltas completadas, chamava a atenção a liderança de Pérez, que contava com pneus já com 47 voltas rodados, levando em conta as três voltas utilizadas no treino de ontem. Além disso, também destacava-se uma grande performance de Ocon com sua Alpine, na 7ª posição, naquele momento.

E muitas disputas por posições seguiram ocorrendo na pista. Daniel Ricciardo, que teve um pequeno problema em seu pit stop, conseguiu tirar a diferença que tinha para Fernando Alonso e, assim, assumiu a 9ª posição por cerca de uma volta. Entretanto, o espanhol, mostrando que não perdeu o feeling de campeão, conseguiu dar o troco e recuperou a posição do australiano.

Finalmente, Pérez faz a sua parada e retorna à pista na 4ª posição. Na realidade, a estratégia adotada pela Red Bull não apareceu fazer muita diferença para o mexicano, que acabou retornado à sua posição de largada.

Restando seis voltas para o final da prova, a melhor volta da prova até ali pertencia a Sergio Pérez, que retornou à pista com os pneus de composto macio. Enquanto isso, Giovinazzi superava Vettel para assumir a 12ª posição. Um final de prova melancólico para a Aston Martin, que tinhas seus dois pilotos em 13º e 14º.

Na volta 64, a Mercedes, de olho no ponto extra pela melhor volta, chama Bottas aos boxes. A Red Bull fez o mesmo com Verstappen. Uma disputa muito interessante entre as duas equipes. Como dito, Bottas acabou ficando com a volta mais rápida, já que Max acabou excedendo dos limites da pista.

E após 66 voltas, com uma grande exibição, onde acelerou no momento que deveria, Lewis Hamilton conseguiu sua 97ª vitória. Um número expressivo e que coloca o inglês como um dos melhores da história. Verstappen chegou em 2º e Valtteri Bottas recebeu a bandeira quadriculada em 3º lugar e com o ponto de volta mais rápida.

Lewis Hamilton celebra vitória no GP de Portugal, durante cerimônia no pódio; Verstappen e Bottas completaram o top 3 — Foto: Mercedes AMG

 

Resultados

Posição dos pilotos após a bandeira quadriculada em Portugal — Foto: Fórmula 1

 

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