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Após empate no tempo normal, Cruzeiro é eliminado para o River nos pênaltis

Nos penais, equipe cruzeirense perde 2, enquanto o River converte todas


Orejuela lamentando em jogo contra o River Plate — Foto: Estádio Mineirão

É, cruzeirense, a vida nem sempre é um mar de rosas, ainda mais se tratando de Libertadores, sempre com muita raça e, às vezes, entradas fortes e... muita emoção. Foi assim a partida de hoje, muito emocionante, apesar de nenhum gol marcado. O River estava bem na fita: 0 a 0 no jogo de ida e a vantagem de qualquer empate que não o resultado da ida. Agora, jogando em casa, com a torcida a favor e se classificando com qualquer vitória, por mais simples que esta fosse, será que era uma boa ideia jogar tão recuado quanto a Raposa fez?

Elenco do River comemorando classificação contra o Cruzeiro, em BH — Foto: River Plate

"Um gol do River vale por dois", diria um. "Retranca!? O Cruzeiro criou ótimas chances", diria outro. "É verdade", diria o redator. E este ainda completaria: e daí? Respondendo ao primeiro comentário, não se pode jogar um mata-mata sem riscos, se quisesse evitar esta situação "perigosa" era só ter jogado mais pra frente na ida. Da mesma forma que o Cruzeiro foi cauteloso na Argentina, o River, em teoria, seria no Brasil. Mas não foi isso que aconteceu, o Cruzeiro se retraiu, deu campo aos argentinos que, apesar da melhor chance da primeira etapa ter sido do time caseiro, souberam se utilizar da posse e gastar tempo. Ora, se em casa há a cautela totalmente compreensível devido à regra do gol fora, então ataque mais quando nos domínios do adversário, das duas uma. O Cruzeiro fez das duas nada: não marcou gol, não aproveitou o embalo da torcida e não fez com que o River Plate tivesse esta tal "cautela", no Monumental. Até que ponto vale ter cuidado? Essa é a pergunta que fica no ar. Quanto à questão da "retranca", não é porque você joga muito atrás que não conseguirá criar boas chances, pelo contrário, aumenta as chances de conseguir um bom contra-golpe, contudo, o problema se baseia na falta de posse própria e no grande domínio do adversário no seu campo. O Cruzeiro teve exatamente o terço da posse do River, isso é algo que me preocupou.

Com a torcida, argentinos cantando ao apito final — Foto: River Plate

Mais: se for jogar recuado, que possa ao menos criar boas chances, algo que o time brasileiro não conseguiu realizar. Foram 5 finalizações a gol, isso é muito pouco, ainda mais jogando num Mineirão cheio. A posse cruzeirense de 45% só não foi menor, pois a etapa final foi mais truncada — aí sim é compreensível tamanha cautela — e o River não acelerou tanto o jogo. A equipe ainda cresceu com as entradas de Fred e Robinho, mas já era tarde.


O tiro saiu pela culatra. O time "copeiro" foi eliminado da copa continental. O Cruzeiro, time tão conhecido pelos contra-ataques e pela defesa consistente em mata-matas não matou. Morreu. E morreu para si mesmo.



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